Caderno da Casa

Orçamento familiar, sem planilha perdida

O dinheiro da casa,
com clareza.

Um caderno só para a família: o que entra, o que vence, o teto de cada envelope e a fatura do cartão — juntos, no vencimento certo. Abriu o caderno, o que ainda não bateu com o extrato pede visto.

Também no smartphone e no tablet— o mesmo caderno, na palma da mão.

Sobra do mês

R$ 1.840

Receita 8.200 · gastos 6.360 · reserva 22%

Nas contas

R$ 12.450

No cartão

R$ 1.290

Há tinta ainda sem visto

3 lançamentos · conferir com o extrato

Visto

Índice

Sete folhas para a casa parar de se perder no dinheiro.

Não é um banco e não é um app de “desconto”. É o caderno onde a família anota o combinado — confere com o extrato, ajusta o teto com o que de fato saiu, e o combinado aparece de novo no dia do vencimento.

  1. 01

    A casa inteira, sem misturar bolso

    Pai, mãe e filhos entram com o próprio login. Qualquer um lança em qualquer conta da casa; o recorte de uma pessoa só muda o que você vê. Pet, escola, o nome que for: a família acrescenta a categoria. Mercado e salário já nascem com a casa.

  2. 02

    O que vence, na ordem do calendário

    Lançamentos, contas fixas e faturas se organizam pelo vencimento — o que está atrasado aparece primeiro. Quando você abre o caderno, o que já aconteceu e ainda não bateu com o extrato pede visto: conciliar todos ou olhar um a um.

  3. 03

    Teto antes do susto

    Você combina quanto a casa pode gastar em mercado, lazer, escola. O caderno avisa em 80% e acende em 100%. Dá para copiar o teto do mês passado — ou transformar o que de fato saiu em teto do mês que começa.

  4. 04

    O que se repete, sozinho

    Aluguel, salário, condomínio, streaming: uma regra, e o caderno lança o ciclo. Se o valor mudou, corrige a regra — o que já foi lançado fica; a próxima tinta segue o combinado novo. Pular um mês tira só aquele vencimento.

  5. 05

    Cartão que não mente o teto

    A compra no crédito conta no envelope na data em que foi feita. Parcelas caem uma em cada fatura. Pagar o cartão debita o banco — e não entra de novo como gasto da categoria.

  6. 06

    Caixinhas com destino

    Viagem, emergência, troca do carro: meta com valor, prazo e aporte do mês. O dinheiro sai de uma conta e entra na reserva, sem se misturar com o mercado da semana.

  7. 07

    O balanço que a cozinha entende

    No início, a sobra do mês, o que está perto de vencer e o teto quente. No resultado, o mês de agora vem primeiro; um filtro mostra só agosto, ou todos os meses. O fluxo de caixa dobra o detalhe só quando você abre.

Demonstrativo

Assim a folha se comporta.

Números de exemplo, no recorte de uma casa. Troque a aba e veja extrato, teto, visto, fatura e sobra — o mesmo jeito que você usa depois de entrar.

Folha de setembro · Casa Silva

Extrato de exemplo da Casa Silva
VenceNotaQuemValor
05 set

Aluguel

fixa

Casa-R$ 2.100,00
08 set

Salário · Marina

entra

MãeR$ 4.200,00
12 set

Mercado da semana

sai

Pai-R$ 387,40
18 set

Geladeira · parcela 3/10

cartão

Casa-R$ 249,90
22 set

Condomínio

fixa

Casa-R$ 640,00

Tinta nova

O caderno agora confere, corrige e herda o mês.

Não é outra planilha. É o visto no que já saiu, o teto puxado do realizado, a categoria da sua casa e a regra que se emenda sem apagar o passado.

Visto no extrato

Abriu o caderno e ainda tem lançamento sem conferir? Um aviso. Conciliar todos, ou ir para a folha de conciliação.

Teto do que saiu

O realizado do mês passado vira envelope deste. Ou copie o teto antigo, se o combinado não mudou.

Categorias da casa

Pet, escola, o nome da sua família. Acrescenta e corrige na Família. Fatura e aporte continuam do caderno.

Regra que se corrige

Aluguel subiu, salário mudou: Corrigir na recorrência. O passado fica; o próximo ciclo já sai certo.

Versus

A planilha organiza número. O caderno organiza a casa.

Planilha serve enquanto uma pessoa segura a caneta. Quando pai, mãe e filho gastam no mesmo mês — e o cartão parcela o que o teto já conteve — a aba não aguenta.

Comparativo entre planilha e Caderno da Casa
O problemaNa planilhaNo caderno
Quem anotaUma aba no Drive. Só quem “manda na planilha” atualiza — o resto manda print no grupo.Cada um entra com o próprio login. Qualquer um lança na conta da casa; o recorte de uma pessoa só muda o que aparece.
O que venceData numa coluna. Quem esqueceu de ordenar paga multa. O atrasado some no meio da aba.Tudo se alinha pelo vencimento. O que está perto — ou atrasado — aparece primeiro.
Bateu com o banco?Uma coluna “ok” que cada um pinta de um jeito. Ninguém sabe se o mercado da quinta já conferiu.Ao abrir, o caderno avisa o que ainda não tem visto. Conciliar todos, ou olhar um a um na conciliação.
Aluguel e salárioCopiar a linha do mês passado. Errar a célula. Descobrir em novembro que agosto ficou em branco.Uma recorrência lança o ciclo. O valor mudou? Corrige a regra. O que já saiu fica; a próxima tinta segue o novo.
Cartão e tetoA compra numa linha, a fatura em outra. O mercado conta duas vezes — ou nenhuma.A compra entra no envelope na data certa. Pagar a fatura só sai do banco. Parcela em 10x já abre as faturas.
Teto do mêsSOMASE que ninguém confere. O lazer estoura e a casa só vê no fechamento.Envelope por categoria. Avisa em 80%, acende em 100%. Copia o teto antigo — ou o gasto real do mês passado vira o teto deste.
CategoriasAba escondida, nome duplicado, “Outros 2”. Quem cria a planilha trava o restante.A casa acrescenta Pet ou Escola na Família. Fatura e aporte já nascem com o caderno e não mudam de nome.
Conta pagaRiscar de cinza, pintar de verde, escrever “ok” — e cada um usa um jeito.Um botão: marcar paga. Desfazer volta para pendente. Sem combinado no WhatsApp.
Sobra e reservaUma célula no rodapé, se a fórmula não quebrou. A viagem mistura com o mercado.A sobra aparece no início. No resultado, o mês de agora vem primeiro. A caixinha tem nome e não se mistura com o lazer.
No celularCélula minúscula, zoom, fórmula quebrada. Ninguém lança o mercado na fila.O mesmo caderno no bolso e no tablet. Lança na padaria, marca a conta no sofá.

A planilha some no Drive. O caderno está na cozinha, com o vencimento do dia.

Na palma

O caderno cabe no bolso. E na mesa de jantar.

Abra no navegador do smartphone ou do tablet — é o mesmo caderno da casa, sem baixar loja. Na fila do mercado, lance o que saiu. No sofá, marque a conta paga. No tablet da cozinha, o teto e a fatura cabem na tela inteira.

  • Celular

    Capítulos embaixo: Início, Lançar, Teto, Casa. O vencimento do dia, com o polegar.

  • Tablet

    Folha larga para o extrato, os tetos e a fatura. A casa inteira na mesa, sem abrir o notebook.

Caderno da Casa · setembro

Sobra

R$ 1.840

Tetos

R$ 6.360

Cartão

R$ 1.290

VenceNotaValor
05 setAluguel−2.100
12 setMercado da semana−312
Tablet

Caderno da Casa

Casa Silva

Marina · Mãe

Sobra do mês

R$ 1.840

Entra 8.200 · sai 6.360

Há tinta ainda sem visto

3 lançamentos · conferir com o extrato

Mercado da semana

− R$ 312

hoje · Nubank

Aluguel

− R$ 2.100

vence 05 set · pendente

Smartphone

Por quê

Porque a casa gasta em vários bolsos — e precisa de um só recorte.

“Quem pagou o mercado?” deixa de ser um achado no grupo. Vira uma linha no caderno.

A planilha que ninguém atualiza

No caderno, cada um lança o próprio mercado — inclusive na conta do outro, se for da casa. O responsável vê o todo. Não existe aba esquecida no Drive.

O cartão que vence no susto

Você vê limite usado, parcelas abertas e a fatura do ciclo. Marcar a conta de luz como paga é um botão, não uma mensagem no WhatsApp.

O extrato que não bate com o caderno

Ao entrar, o que já aconteceu e ainda não tem visto pede conferência. Dá o visto em todos, ou abre a conciliação e olha um a um.

O “a gente gasta demais” sem número

Teto por categoria responde com clareza: ainda cabe, está no aviso, ou já passou. O gasto de agosto pode virar o teto de setembro.

A reserva que nunca sobra

Meta com aporte combinado separa o guarda-chuva do lazer. O relatório mostra se o mês fechou no azul — o mês de agora, primeiro.

A regra que ficou errada o ano inteiro

O streaming aumentou? Corrige a recorrência. O que já saiu permanece; a próxima tinta segue o valor novo. Sem refazer doze linhas.

Um mês

Do salário à sobra, sem perder o aluguel no meio.

  1. 1

    O salário cai como recorrência. Se o valor mudou, corrige a regra. O aluguel e o condomínio já estão na tabela do orçamento, pendentes.

  2. 2

    Abriu o caderno: o que já saiu e ainda não tem visto pede conferência. Mercado e lazer batem no teto — ou o gasto de agosto vira o envelope de setembro.

  3. 3

    A parcela da geladeira vai para a fatura certa. Pagar o cartão não infla o envelope de “casa”.

  4. 4

    O que sobrou aparece no início e no resultado, com o mês de agora na frente. Uma parte pode ir para a caixinha da viagem, com um aporte.

Abra o caderno

A casa inteira, numa só tinta.

Crie a casa, convide quem mora com você e lance o primeiro mercado. O restante — visto no extrato, teto, fatura, meta — cabe nas folhas que já estão no índice.